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Calculadora de independência financeira

Informe o que você já tem, quanto aporta, a rentabilidade, a inflação e quanto precisa por mês para viver. Você verá quantos anos faltam, em que data e com que idade chegaria lá.

Informe um patrimônio inicial ou um aporte, a rentabilidade, a inflação e o gasto mensal.

Seu patrimônioPatrimônio necessárioNecessário sem inflação

Estimativa com rentabilidade e inflação constantes, sem impostos nem taxas. O aporte sobe todo ano com a inflação, assim como a meta.

Evolução ano a ano

Informe um patrimônio inicial ou um aporte, a rentabilidade, a inflação e o gasto mensal.

Resultado indicativo. O Solvemis não se responsabiliza pelos resultados obtidos nem pelo uso que se faça deles. Confira sempre o resultado e consulte um profissional antes de tomar decisões.

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Como funciona

Como usar

  1. Informe o patrimônio que já tem investido e quanto aporta, e escolha se é todo mês ou todo ano.
  2. Informe a rentabilidade anual esperada, já descontadas as taxas, e a inflação média. A meta do Banco Central do Brasil é de 3 %.
  3. Informe quanto precisa por mês para viver, em dinheiro de hoje.
  4. Escolha a taxa de retirada: 4% é a regra clássica; para uma aposentadoria antecipada longa, entre 3% e 3,5% é mais prudente.
  5. Para saber com que idade chegaria lá, informe sua idade. Abra a tabela para ver ano a ano.

De onde vem o cálculo

O patrimônio necessário é o gasto anual dividido pela taxa de retirada. A simulação é mês a mês: o patrimônio cresce à taxa mensal equivalente à rentabilidade anual, (1 + r)^(1/12) − 1, e recebe seus aportes. Com inflação, a meta cresce todo mês e o aporte é corrigido uma vez por ano. A independência financeira chega no primeiro mês em que o patrimônio alcança a meta daquele mês.

Patrimônio necessário = gasto anual ÷ taxa de retirada (a 4%: 25 × gasto anual)

Fontes

Sobre esta calculadora

O que é independência financeira

Você alcança a independência financeira quando o que o seu patrimônio rende paga as suas despesas e trabalhar vira uma escolha. É a ideia do movimento FIRE (Financial Independence, Retire Early). A pergunta é quanto basta, e a regra dos 4% responde.

A regra dos 4%

Em 1994, o planejador financeiro William Bengen estudou o que teria acontecido desde 1926 com um aposentado que retirasse todo ano uma porcentagem fixa do patrimônio, corrigida pela inflação. Com 4%, o dinheiro durou pelo menos 30 anos em todos os casos. Por isso o patrimônio necessário é 25 vezes o seu gasto anual.

Taxa de retirada Multiplique o gasto anual por Com R$ 2.000 por mês
4% 25 R$ 600.000
3,5% 28,6 R$ 685.714
3% 33,3 R$ 800.000
2% 50 R$ 1.200.000
1% 100 R$ 2.400.000

A regra foi testada com dados dos Estados Unidos e aposentadorias de cerca de 30 anos. Se você parar cedo, o dinheiro precisa durar mais, e por isso a calculadora deixa baixar a taxa.

Um exemplo

Com R$ 20.000 guardados e R$ 800 por mês, rentabilidade de 7%, inflação de 2,5% e R$ 2.000 por mês de gasto:

  • Sem contar a inflação: 22 anos e 7 meses.
  • Com inflação: 28 anos e 8 meses. Até lá a meta não será mais R$ 600.000, e sim R$ 1.217.780, que vão comprar o mesmo que R$ 600.000 compram hoje.

Começando aos 35 anos, você chegaria lá aos 63. Com retirada de 3% em vez de 4%, levaria 33 anos e 9 meses.

A inflação conta duas vezes

A inflação aumenta a meta, então o seu aporte também precisa subir todo ano com a inflação para chegar a esses resultados. Se você aportar sempre o mesmo valor, na prática estará poupando um pouco menos a cada ano e vai demorar mais.

A aposentadoria pública, a mais

Se você for receber aposentadoria do INSS ou outro regime público, é uma renda a mais. Dá para descontar do gasto mensal: com R$ 800 de aposentadoria por mês, você precisaria de R$ 1.200 por mês, uma meta de R$ 360.000, e chegaria lá em 20 anos e 7 meses. Ela só começa na idade mínima de aposentadoria: se parar antes, o patrimônio terá de cobrir tudo até lá.

O que o resultado não inclui

  • Impostos e taxas: informe a rentabilidade já descontadas as taxas. Os ganhos de investimentos costumam pagar imposto de renda, conforme o produto.
  • Rentabilidade que muda: a calculadora supõe uma rentabilidade constante. A real muda todo ano e pode ser negativa.
  • Mudanças na vida: gastos, renda e família mudam com os anos.

Todos os valores são estimativas, não uma previsão nem uma recomendação de investimento. Para um planejamento sob medida, consulte um profissional. Solvemis não se responsabiliza pelos resultados nem pelo uso que se faça deles.

Perguntas frequentes

O que é a regra dos 4%?

Se você retirar 4% do patrimônio inicial no primeiro ano e corrigir esse valor pela inflação todo ano, o dinheiro durou pelo menos 30 anos em todos os períodos históricos estudados nos Estados Unidos. Daí vem o patrimônio necessário: 25 vezes o seu gasto anual. Com R$ 2.000 por mês, R$ 24.000 por ano, são R$ 600.000.

Por que baixar para 3%, 2% ou 1%?

Porque a regra dos 4% foi estudada para aposentadorias de cerca de 30 anos. Se você parar de trabalhar aos 40, o dinheiro precisa durar 50 anos ou mais, e uma taxa prudente fica entre 3% e 3,5%. Com 2% ou 1%, o patrimônio quase não é tocado.

E se eu for receber aposentadoria do INSS?

A aposentadoria pública é uma renda a mais. Se quiser, desconte do gasto mensal o que espera receber e a meta diminui. Ela só começa na idade mínima de aposentadoria: se parar de trabalhar antes, seu patrimônio terá de cobrir todo o gasto até lá.

Atualizado em 2 de outubro de 2026

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